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🎭Máscaras emocionais: quando nos afastamos da nossa verdadeira essência

  • Foto do escritor: Dayane Louise
    Dayane Louise
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura


No Carnaval, usamos máscaras por escolha. Elas são fantasia, brincadeira, expressão.

Mas e as máscaras que usamos na vida cotidiana? Aquelas que não tiramos no fim do dia.


Desde cedo aprendemos que, para sermos aceitos, precisamos nos adaptar. Ajustamos o tom de voz, o comportamento, a opinião. Aprendemos a ser “fortes”, “boas”, “equilibradas”, “competentes”. E, muitas vezes, essas adaptações começam como estratégias de proteção.

O problema não está na adaptação em si — ela é parte do desenvolvimento saudável. O ser humano é relacional. Precisamos nos ajustar para conviver.

A questão surge quando a adaptação deixa de ser consciente e passa a ser automática. Quando já não sabemos mais o que é escolha e o que é sobrevivência.


Quando a máscara começa a substituir a essência


Em muitos relacionamentos, a pessoa vai se moldando para manter o vínculo. Evita conflitos, silencia necessidades, reduz opiniões. Aos poucos, começa a viver em função do outro.

No ambiente profissional, a máscara pode ser ainda mais reforçada. A da produtividade constante. Da liderança inabalável. Da profissional que “dá conta de tudo”. Vulnerabilidade passa a ser vista como fraqueza. Cansaço vira incompetência. E autenticidade pode ser confundida com inadequação.

Com o tempo, essa performance contínua gera exaustão emocional.

A pessoa sente que está sempre atuando.

E surge uma pergunta silenciosa e profunda:

Quem eu sou quando não estou tentando corresponder às expectativas?

O risco da alienação de si


Na psicologia, entendemos que o desenvolvimento saudável envolve a construção de um self coerente — uma identidade que integra quem somos com o mundo ao nosso redor.

Quando a máscara se torna permanente, pode ocorrer um distanciamento do próprio self. A pessoa começa a agir de maneira tão ajustada às expectativas externas que perde contato com seus próprios desejos, limites e valores.

Isso não acontece de forma abrupta. É gradual...


São pequenos “sins” quando se queria dizer “não”.

Pequenas concessões repetidas.

Pequenos silenciamentos acumulados.


Até que, um dia, surge o sentimento de vazio, irritação constante ou a sensação de não se reconhecer mais.


Máscaras não são vilãs


É importante dizer: máscaras não são, por si só, negativas.

Todos nós desempenhamos papéis sociais. Somos diferentes como profissionais, filhos, parceiros, amigos. Essa multiplicidade é natural.

O problema não é ter papéis; O problema é não conseguir sair deles.

Quando não conseguimos mais acessar nossa vulnerabilidade, nossos limites ou nossa verdade emocional, a máscara deixa de ser fantasia e passa a ser prisão.


Tirar a máscara exige coragem


Retomar a própria essência não significa abandonar responsabilidades ou romper com tudo ao redor.

Significa desenvolver consciência.

Significa diferenciar adaptação saudável de autoabandono.

Significa aprender a sustentar quem se é, mesmo correndo o risco de desagradar.


Esse é um processo que raramente acontece sozinho. Porque, muitas vezes, nem percebemos que estamos performando. Só sentimos o cansaço.

A psicoterapia é um espaço onde a máscara pode ser colocada na mesa. Sem julgamento. Sem exigência de desempenho.

Um espaço onde é possível investigar:

  • Quem você era antes de precisar se proteger tanto?

  • O que você sente quando não está tentando agradar?

  • Quais partes suas ficaram silenciadas ao longo da vida?


E depois do Carnaval?


No Carnaval, escolhemos a fantasia e sabemos que ela tem hora para acabar.

Na vida, muitas pessoas vivem anos com uma máscara que já não representa quem são.

Talvez a pergunta mais importante não seja “qual máscara eu uso?”, mas:

Quem eu sou sem ela?

Se essa reflexão te atravessa, talvez seja um bom momento de olhar para isso com mais cuidado.

Salve este texto para reler com calma.

🎭 Aproveite o Carnaval com leveza.


E, se fizer sentido, permita-se começar um processo terapêutico.

Porque, às vezes, tirar a máscara não é perder quem você é —é justamente começar a se encontrar.


PALAVRAS-CHAVE
  • máscaras emocionais

  • autenticidade

  • essência

  • terapia

  • identidade

  • cansaço emocional

  • autoabandono

  • adaptação excessiva

  • psicoterapia

  • saúde emocional



Dayane Louise - Psicóloga Clínica em Moema


Dayane Louise

Psicóloga Clínica

CRP 06/128857


Atende em Moema (São Paulo), oferecendo terapia individual e terapia de casal.


Contato:

Endereço: Av. Rouxinol, 1041 - Moema- SP

WhatsApp 11 94808-2821


Entre em contato para saber mais sobre o trabalho.

 
 
 

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